E que seu sorriso seja meu motivo pra permanecer vivo. E que seu olhar me persiga eternamente.

E me cerro, aqui, mire e veja. Isto não é o de um relatar
passagens de sua vida, em toda admiração. Conto o que fui e vi,
no levantar do dia. Auroras. Cerro. O senhor vê. Contei tudo.
Agora estou aqui, quase barranqueiro. Para a velhice vou, com
ordem e trabalho. Sei de mim? Cumpro. O Rio de São Francisco
– que de tão grande se comparece – parece é um pau grosso, em
pé, enorme… Amável o senhor me ouviu, minha idéia confirmou: que o Diabo não existe. Pois não? O senhor é um homem
soberano, circunspecto. Amigos somos. Nonada. O diabo não
há! É o que eu digo, se for… Existe é homem humano. Travessia.
João Guimarães Rosa.